sábado, 5 de janeiro de 2013

GOVERNO GASTOU 1% DA VERBA DE DESASTRES


Só 1% da verba para desastres foi gasto
O Ministério da Integração Nacional executou menos de 1% dos recursos destinados no Orçamento de 2012 para a prevenção...

O Ministério da Integração Nacional executou menos de 1% dos recursos destinados no Orçamento de 2012 para a prevenção de desastres naturais. A rubrica específica teve dotação de R$ 139 milhões, mas somente R$ 957 mil foram pagos. Há ainda outras duas rubricas que se referem a resposta às tragédias, com execuções de 43% e 66%. A pasta sustenta que os recursos foram empenhados e o dinheiro deve ser liberado ao longo deste ano.

No ano passado, os pagamentos foram feitos basicamente com restos de orçamentos anteriores. O total pago chegou a R$ 84 milhões, o equivalente a 60% do que deveria ter sido executado só com recursos novos.

A pasta afirma que os projetos de prevenção demoram de um a dois anos para ser realizados, o que justificaria a execução baixa. Afirma que os empenhos garantem que as obras serão levadas adiante. Outra explicação dada para a baixa execução é a falta de qualidade dos projetos enviados pelas prefeituras que receberão os recursos.

Segundo o ministério, muitos chegam incompletos ou malfeitos e o trabalho de adaptação atrasa a realização das obras. Restam R$ 563,1 milhões empenhados para ser investidos na prevenção a desastres. O ministério informou ainda que foram pagos R$ 66,6 milhões em drenagem urbana e combate a erosão, feitos com restos a pagar, já que não havia recurso previsto para 2012.

Resposta. Mesmo na rubrica de "resposta a desastres e reconstrução", que deveria ter como foco o atendimento a emergências, a pasta não executou toda a verba disponível. A dotação foi de R$ 337 milhões e somente R$ 225,7 milhões foram pagos, 66,7% do total. Foram liquidados ainda outros R$ 292,5 milhões de orçamentos de anos anteriores. Para 2013, ficaram outros R$ 240 milhões ainda não pagos.

A pasta ressalta que os recursos totais em ações da União pagos no ano passado chegaram a R$ 7,7 bilhões envolvendo oito ministério e um banco público. Nessa conta, porém, estão crédito para agricultores atingidos por secas, aluguel de caminhões-pipa, construção de cisternas, recursos do programa Minha Casa, Minha Vida usados para retirar moradores de áreas de risco ou desabrigados e até a transposição do Rio São Francisco.

Mesmo quando apresenta o volume global de despesas, o governo deixa transparecer a baixa execução. Nesse pacote de ações listados como "recursos federais para enfrentamento a desastres naturais", estavam previstos investimentos de R$ 12,48 bilhões, dos quais só R$ 5,38 bilhões foram aplicados, o equivalente a 43%. Os outros R$ 2,34 bilhões foram quitados com base em sobras de orçamentos.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cafeína: vilã ou mocinha?




Não é só no Brasil que o cafezinho é um hábito. Em todo o mundo ele faz parte do dia a dia das pessoas. Seja em casa ou no trabalho, “a hora do café” chega a ter uma função agregadora entre colegas de profissão, família ou amigos que se esbarram e decidem tomar uma xícara de café. É servido em reuniões, para acompanhar um bolo, receber uma visita e há quem pare em qualquer padaria para degustar essa bebida. Entretanto, quando pesquisas começaram a levantar os malefícios do consumo de cafeína, esse ritual passou a ser questionado. Afinal, faz mal ou não?

Primeiramente, vale a pena lembrar que o café não é o “vilão” da história. Em todos os estudos feitos, o foco foi a cafeína, substância que também está presente em chás, mate e, claro, na coca-cola (uma das bebidas mais consumidas no mundo). Além disso, muitos dos malefícios antes atribuídos ao café foram recentemente superados por uma série de estudos que comprovou que a cafeína também é benéfica para a saúde, desde que consumida com moderação, no máximo 500 mg/dia (uma xícara de café expresso contém cerca de 70 mg).

Entre os benefícios, destacam-se, por exemplo, o seu papel de poderoso bronco-dilatador, informação importante para pacientes que sofrem com asma, e sua ação estimulante. Pesquisas também o relacionaram com a prevenção do mal de Parkinson e com o controle do humor. Em 1996, um estudo com 86 mil mulheres feito pela Universidade de Harvard apontou uma relação inversa entre consumo de café e risco de suicídio. Apesar de não serem conclusivos, esses dados sugerem uma ação da bebida no sistema nervoso central, modulando o estado de humor da pessoa. Acredita-se que esse efeito possa ser provocado por uma substância descoberta recentemente no café: o ácido clorogênico. A relação entre cafeína e problemas cardíacos também foi contestada e especialistas afirmam que ela só é prejudicial para indivíduos que já sofrem com problemas cardiovasculares.

Um estudo recente, no entanto, revelou que a ingestão de 200 mg ou mais de cafeína por dia reduziu as concentrações de estradiol livre nas mulheres brancas e aumentou nas asiáticas. O efeito da ingestão da cafeína sobre os níveis de estradiol em mulheres afrodescendentes não foi considerado significativo. Já a ingestão de refrigerantes e chá verde com a substância (cerca de uma xícara de 240 ml) foi associada ao aumento das concentrações de estradiol livre em mulheres de todas as etnias. A longo prazo, essa variação nos níveis do hormônio pode influenciar no aparecimento de doenças, como osteoporose, endometriose e câncer de mama.

Os autores já afirmaram que a pesquisa não é conclusiva e, portanto, serão necessários novos estudos para afirmar essa descoberta. Diante de tantas controversas, vale seguir a dica: consuma, mas com moderação.


Internet
Fonte: LabPasteur Medicina Diagnóstica.
Editora médica: Dra. Anna Gabriela Fuks (615039RJ)
Jornalista responsável: Roberto Maggessi (31.250 RJ)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CÂNCER DE MAMA: SAIBA COMO OS NÓDULOS MALIGNOS SE FORMAM

Segundo tipo de tumor mais freqüente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres
POR ADRIANE ZIMERER

O que é câncer de mama?
Ele é o segundo tipo de tumor maligno mais freqüente em todo o mundo. O câncer de mama pode atingir pessoas do sexo feminino e masculino acima dos 35 anos, mas as maiores vítimas são as mulheres.

Ele é uma alteração mamária que se caracteriza, geralmente, pela presença de um nódulo e tem um desenvolvimento aleatório. Ele cresce muito e invade os tecidos?, explica Angela Trinconi, mastologista do Instituto do Câncer de São Paulo.

Causas
O câncer nas mamas não surge apenas por um único fator. Médicos acreditam que a causa pode estar em uma célula-tronco defeituosa. Mas existem, ainda, diversos fatores que aumentam a chance de se desenvolver a doença, como a obesidade, o sedentarismo e a ingestão de bebidas alcoólicas.

Mulheres que menstruaram muito jovens, que tiveram a menopausa tardia, que não engravidaram ou que tiveram o primeiro filho em uma idade avançada, também têm mais chances de desenvolver o câncer. Isso acontece porque as células cancerígenas se alimentam dos hormônios, como o estrogênio. Quando a mulher fica exposta ao hormônio feminino por muito tempo as chances do tumor se desenvolver são maiores. Por isso, a partir dos 40 anos é recomendada a realização da mamografia anualmente.

Diagnóstico e tratamentos
A mamografia é essencial para a detecção do câncer. A técnica permite que se diagnostique precocemente os nódulos malignos, o que ajuda muito a controlar o desenvolvimento da doença. Após o exame, se houver suspeita, é solicitada uma biópsia.

Quanto mais cedo o câncer for detectado, menores são as chances de complicações. Os tratamentos variam de acordo com as características do nódulo. Podem ser usados medicamentos, radiação e até cirurgias que visam a remoção tumor. Mesmo com o procedimento cirúrgico, normalmente é necessário que se faça a quimioterapia ou radioterapia, tratamentos que podem se estender por, pelo menos, seis meses.


Fonte: http://msn.minhavida.com.br/saude/videos/13838-o-que-e-cancer-de-mama

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PESQUISANDO NA INTERNET OS PAIS SALVAM SEU BEBÊ


Um casal do País de Gales conseguiu a cura para seu bebê, que sofria de uma malformação rara, após solicitar aos médicos que ele recebesse um tratamento descoberto por eles na internet


Um casal do País de Gales conseguiu a cura para seu bebê, que sofria de uma malformação rara, após solicitar aos médicos que ele recebesse um tratamento descoberto por eles na internet.

Criticado pelos médicos, o hábito de buscar informações sobre doenças no Google é tido como "fonte de preocupações desnecessárias", por causa do número de páginas que fornecem informações incompletas ou sem contexto sobre sintomas e procedimentos. Mas nesse caso, os resultados de uma busca no Google salvaram a vida do bebê.

Lucy e Stuart Hay ouviram dos médicos que seu filho Thomas, que ainda estava no útero, teria menos de 5% de chance de sobreviver ao parto por causa de uma hérnia hiafragmática congênita - um "buraco" que se forma no diafragma e faz com que órgãos do abdômen como o intestino e o estômago se desloquem para o tórax.

A malformação ocorre em 1 a cada 3.000 gestações aproximadamente e impede o desenvolvimento dos pulmões, fazendo com que o bebê, na maioria das vezes, morra durante o parto.

Usando o Google, os pais de Thomas descobriram um procedimento chamado Oclusão Traqueal Fetoscópica, desenvolvido recentemente. Somente um cirurgião do King's College Hospital, em Londres, realizava o procedimento em toda a Grã-Bretanha.

A cirurgia consiste em inserir um minúsculo balão na traqueia do bebê, impedindo a saída normal do líquido pulmonar. Dessa maneira o fluido se acumula nos pulmões, que são forçados a crescer.

Por causa da operação, o bebê conseguiu se desenvolver normalmente e agora, com um ano de idade, surpreende os médicos pela recuperação total.

RISCOS

Os pais descobriram a doença de Thomas durante um ultrassom de rotina aos cinco meses de gravidez, em abril de 2011.

"A técnica estava quieta e muito concentrada na região do peito do bebê. Meu medo se confirmou quando ela disse que o estômago e o fígado de Thomas estavam dentro de sua cavidade peitoral e que ele tinha um buraco no diafragma", disse Lucy.

O casal ouviu que o bebê tinha cerca de 50% de chances de sobreviver e que tinha as opções de interromper a gravidez ou aguardar até o nascimento, assumindo os riscos.

"Passamos horas pesquisando online e encontramos esta cirurgia intrauterina que ainda estava sendo testada pelos médicos. Não sabíamos muito sobre ela, mas nos arrependeríamos se não tentássemos."

"Nossa consultora nunca tinha mencionado a cirurgia. Ela entendeu quando dissemos que queríamos tentar, mas não recomendou, por causa dos riscos envolvidos", relembrou a mãe.

Na primeira consulta com a equipe do King's College Hospital, no entanto, o casal descobriu que o tamanho relativo do pulmão de Thomas tinha diminuído tanto que suas chances de sobreviver eram inferiores a 5%.

"Eles não conheciam nenhum bebê que tivesse sobrevivido com tantos problemas sem realizar o procedimento", afirmou Lucy.

TRATAMENTO LONGO

A cirurgia laparoscópica no bebê durou 20 minutos. Através de uma incisão na barriga da mãe, que atravessou o útero e a placenta, uma câmera foi colocada na traqueia do bebê, pela boca. Depois, o balão foi inserido e inflado nos pulmões.

Lucy Hay permaneceu no hospital até o nascimento de Thomas, de parto normal, em agosto de 2011. Logo em seguida, o menino passou por uma nova cirurgia para retirar seu estômago, fígado e intestino da caixa torácica e corrigir a malformação no diafragma.

Somente em outubro, dois meses depois do parto, Lucy e Stuart puderam levar seu filho para casa pela primeira vez.

Mesmo assim, ele passou por meses de tratamentos contra infecções pulmonares e dificuldades respiratórias. Somente agora, com um ano de idade, Thomas parece completamente recuperado.

"É muito bom quando temos uma situação em que se acredita que o bebê não vai conseguir sobreviver ao nascimento e ele consegue", disse o cirurgião Kypros Nicolaides, que realizou o procedimento.

"É maravilhoso para Thomas e seus pais, mas também é gratificante para os que ajudaram isso a acontecer."



Fonte: DA BBC BRASIL

segunda-feira, 23 de julho de 2012

SUS vai distribuir novo medicamento contra o câncer de mama



23/07/2012
O Ministério da Saúde informou hoje que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao SUS (Sistema Único de Saúde). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados.

Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no "Diário Oficial" da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1124379-sus-vai-distribuir-novo-medicamento-contra-o-cancer-de-mama.shtml

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mortes de jovens cresceram 376% no país desde 1980




18/07/2012 - 06h00
Estudo mapeia mortes de jovens no Brasil
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AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO

Era 26 de março de 2010 quando o jovem Rafael Souza de Abreu, 16, virou mais um número para pesquisadores de segurança pública.

Nessa data, ele foi morto com oito tiros perto da casa de um amigo em Santos (SP).

Segundo seu pai, o operador portuário José de Abreu, e a Promotoria, o rapaz foi confundido com um ladrão de uma loja de roupas e foi morto em represália a um furto que não praticou.

Assim, ele passou a ser um dos 8.686 adolescentes e crianças assassinados naquele ano e engrossou a lista que, desde 1980, aumentou 376%. No mesmo período, entre 1980 e 2010, os homicídios como um todo cresceram 259%.

Os dados são do "Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil", pesquisa que será lançada hoje.

O levantamento analisa as informações do Ministério da Saúde sobre as causas das mortes de pessoas entre zero e 19 anos de idade.

O ritmo de crescimento da morte entre jovens é constante. Em 30 anos, só teve queda quatro vezes. Nos demais aumentou entre 0,7% e 30%.


Um dado que chamou a atenção do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, foi quanto os homicídios de jovens representava no total de mortes. Em 1980, eles eram pouco mais de 11% dos casos de assassinato. Já em 2010, 43%.

"Os homicídios de jovens continuam sendo o calcanhar de Aquiles do governo. Esse aumento mostra que criança e adolescente não são prioridade dos governos", disse.

Entre os Estados em que houve maior aumento dos assassinatos de jovens estão Alagoas, com uma taxa de 34,8 homicídios por 100 mil habitantes, Espírito Santo (33,8) e Bahia (23,8).

Segundo Waiselfisz, vários fatores influenciam o aumento em determinadas regiões. Um deles é a interiorização dos homicídios.

"Antes, a maior parte dos crimes acontecia nos grandes centros. Agora, com a melhor distribuição de renda, houve uma migração da população e os governos não conseguiram implantar políticas públicas para acompanhar essa mudança", disse.

Os Estados que apresentaram as menores taxas foram Santa Catarina, (6,4), São Paulo (5,4) e Piauí (3,6).

Para Alba Zaluar, antropóloga da Universidade Estadual do Rio, os dados devem ser analisados com "cuidado", já que entre 2002 e 2010 houve uma melhora na qualificação das estatísticas sobre mortes. Ou seja, casos que antes constavam como "outras violências" nos dados oficiais passaram a ser homicídios.

"É muito complicado falar do aumento de mortes por agressão no Brasil como um todo", afirmou Zaluar.

Waiselfisz diz que a pesquisa aponta que os problemas existem e serve de alerta para governos tentarem reduzir o índice, que já incluiu o assassinato do jovem Rafael.

Em tempo: quatro pessoas, sendo três policiais, foram acusadas pela morte do adolescente. Mas o julgamento ainda não aconteceu.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1121817-estudo-mapeia-mortes-de-jovens-no-brasil.shtml

segunda-feira, 2 de julho de 2012


Parar aumento do nível dos oceanos é impossível, dizem cientistas.
Corte de emissões de gases de efeito estufa seria capaz apenas de desacelerar o processo
02 de julho de 2012 | 11h 39







Derretimento das calotas polares é apenas um agravante do problema



O aumento do nível dos oceanos não poderá ser cessado nos próximos séculos mesmo que haja cortes profundos nas emissões de gás e que a temperatura do planeta abaixe, afirma um novo estudo de cientistas ambientais. Os pesquisadores alertam, porém, que o processo pode ser desacelerado.


Derretimento das calotas polares é apenas um agravante do problema
Há vários estudos que mostram o papel dos gases de efeito estufa no aumento da temperatura do planeta. Esses gases foram responsáveis pelo aumento de 0,17°C por década de 1980 a 2010 e pelo aumento de 2,3 milímetros do nível do mar por ano de 2005 a 2010.

A elevação do nível dos oceanos ameaça cerca de um décimo da população mundial, entre estes pessoas que moram em ilhas sob risco de inundação, como locais do Caribe e da região do Pacífico na Ásia.

Mais de 180 países negociam um pacto global para 2020 que vai forçar o corte de emissões para limitar o aquecimento a menos de 2°C neste século - uma meta que, segundo os cientistas, é o mínimo para evitar efeitos catastróficos.

Mas mesmo se os mais ambiciosos objetivos forem atingidos, eles não serão suficientes para fazer com que o nível dos oceanos parede subir devido à expansão térmica dos mares, afirmam cientistas do Centro de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos, da Central do Clima americana e do Centro de Pesquisas do Clima da Austrália.

"Mesmo com uma mitigação agressiva, que limitaria o aquecimento global a menos de 2°C acima dos valores pré-industriais até 2100, e com o aumento natural da temperatura nos séculos XXII e XXIII, o nível dos mares continuaria a subir depois de 2100", afirma o estudo, publicado no jornal Nature Climate Change. Isso ocorre porque conforme o oceano se aquece, a água se expande e o calor se espalha por todas as regiões marítimas.

Mesmo que a temperatura da superfície do oceano caia, o calor ainda seria conservado sob a água, provocando o aumento dos níveis das águas. A situação da temperatura e o derretimento das calotas polares são apenas mais um dos fatores que contribuem para o problema.

Os cientistas calcularam que se os cortes de emissões foram capazes de reduzir as temperaturas globais em 0,83°C até 2100 e 0,55°C até 2300, o nível dos oceanos ainda aumentará até 14,2 centímetros até 2100 e até 24,2 centímetros até 2300 - isso por causa da expansão térmica.

Por outro lado, se as emissões forem pouco reduzidas, as temperaturas poderiam subir até 3,91°C até 2100 e o nível da água poderia aumentar 32,3 centímetros no primeiro século, chegando a quase 140 centímetros 200 anos depois.

"Embora o aumento do nível dos oceanos não possa ser cessado nos próximos séculos, é possível desacelerar o processo, ganhando tempo para que as medidas de adaptação necessárias sejam tomadas", dizem os pesquisadores.